evo(luz)ção.

Foto: Gabriel Munhoz / ONG Reviva

Luz. Que a gente consiga, dentro de nós mesmos, iluminar os pontos que sentem necessidade. Nós sabemos, sempre, quais são eles. É que o tempo todo somos tocados exatamente nos pontos que nos restam a evoluir.

Que evoluamos, então. Que saibamos sorrir também aos nossos erros e defeitos porque, quando eles nos chegam com força, também querem ser bem recebidos. De verdade, onde se põe o bem para florescer só há o bem no momento da colheita. É por isso que, ao se achegar das partes mais difíceis, ajude-as sem ignorar ou retroceder.

Nossos problemas, falhas e dificuldades também são parte daquilo que nós somos: são o aviso para que modifiquemos certa postura, certo sentimento ou certa decisão tomada. E, em aviso, o que pedimos é que haja luz sobre cada escuridão interior, a fim de que saibamos enxergar aquilo que precisa ir.

Façamos as malas dos males e deixemos que partam. Que a gente consiga sorrir pela partida, mas também agradecer pela estadia: hoje, quando os vemos tomar caminhos distantes, somos maiores e melhores do que quando chegaram: se assim não fosse, ainda não seria hora de partir.

Que o nosso íntimo seja construído pelas marcas positivas que deixamos no mundo, que o egoísmo dê lugar à solidariedade, que o medo ceda espaço à força, que a tristeza seja vencida pela vontade de sorrir.

Que, da luz que recebemos, possamos dar ao mundo. Se todos permitíssemos que mais luzes interiores se acendessem, mais apagaríamos as intempéries do mundo.

Larissa Mariano

Texto escrito para a ONG Reviva (http://reviva.org.br) para a coluna Textos de Quinta

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