sensível.

Foto: Gabriel Munhoz / ONG Reviva

Guardemos as lições do mundo que nos cerca: pouco a pouco, se constrói. Cada nascer do sol é um recomeço e uma oportunidade para vermos detalhes aos quais talvez não tenhamos dado tanta atenção. Guardemos a lição preciosa que o mundo nos oferece: tudo reside e cresce do pouco.

Nós também. Nascemos pequenos, sabemos pouco, mas vamos adquirindo experiências significativas ao longo do acontecer da vida, dos momentos que ocorrem conosco e que nos servem de avaliações. Assim, ganhamos a dádiva de evoluir constantemente.

A relação? Talvez, quando pensamos em ir mais além, o que mais nos impeça de agir conforme o nosso coração seja pensar que “não se pode fazer muito”. É preciso crer no poder de modificação daquilo que parece pouco — porque, afinal, todo muito que se diz assim é sempre um conjunto de infinitos poucos que foram, em algum momento, muito possíveis. 

Que a gente saiba doar. Que façamos de alma, sem que o medo das quantificações nos impeça de praticar o amor e o olhar profundo, a palavra amiga, a ação reconfortante. Que a gente saiba preencher o nosso pouco, sempre um pouco mais. Lembremos a nós mesmos de fazer o melhor, buscar o nosso todo, o nosso tudo. Sê inteiro para sentir por inteiro.

Que assim sejamos. Nós, os únicos a quem cabe mudar o mundo, um pouco em cada coração que se aproxima e faz crescer. Lembremos que, conforme nossa evolução, sentimos vontade de agigantar também os passos que damos, sempre conforme possamos também. 

Vá. Sem quantidades, pesos, medidas. Vá em leveza, em alma, em busca. Se entendermos que a gente não sabe ainda de todas as coisas do mundo, que estamos sempre na idade escolar perante à vida, talvez possamos compreender que é esta a razão de o amor não ter sido definido: é dos poucos sucessivos e constantes que se faz a fortuna grandiosa do sentir — e, assim, agir também.

Larissa Mariano

Texto escrito para a ONG Reviva (http://reviva.org.br) para a coluna Textos de Quinta

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